Heathrow admite que o congestionamento não é causado apenas pela existência de uma terceira pista, mas pelo fluxo de passageiros. Segundo o CEO Thomas Woldbye, britânicos e estrangeiros predominantly caminham em lados opostos, gerando colisões no cotidiano da circulação no terminal.
O dirigente explicou, em evento do setor, que Heathrow opera mais passageiros em uma área menor do que hubs europeus equivalentes. Parte do problema, disse, é a diferença de senso de direção entre passageiros britânicos e europeus.
Fluxo de passageiros e o papel da Terminal 5
Woldbye destacou que much contorno de Termina 5, operada pela British Airways, é visto como lotado por causa de deslocamentos na direção errada. Ele disse que a percepção de lotação decorre de passageiros ocupando espaços inadequados para seus hábitos de circulação.
O aeroporto planeja ampliar estruturas satélites caso o projeto da terceira pista avance. A expansão pode aumentar a capacidade em cerca de 40 milhões de passageiros anuais, com 240 mil voos extras por ano sob orientação da direção de tráfego aéreo.
Perspectivas de competição e metas climáticas
Mesmo com a expansão, Heathrow teme perder participação de mercado frente a rivais internacionais. O CEO afirmou que Londres poderá perder quota de mercado anualmente nos próximos dez anos, o que seria motivo de preocupação para a gestão.
Além das obras, a gestão de tráfego envolve adoção de combustíveis de aviação sustentáveis (SAF). Heathrow criou um fundo de 80 milhões de libras, financiado por taxas de aterrissagem, para incentivar o uso de SAF acima do mínimo exigido por normas nacionais.
SAF, custos e produção doméstica
A mistura de combustíveis no Reino Unido deve chegar a 3,6% de SAF em 2026, com meta interna de 5,6% prevista pela gestão de Heathrow. O objetivo é reduzir custos do combustível mais limpo para as companhias, além de ampliar a produção doméstica.
Especialistas apontam desafios na produção de SAF, que hoje usa principalmente óleo de cozinha reciclado. A expectativa é que avanços na cadeia de suprimento tornem o combustível mais acessível.
Perspectivas setoriais e balanço regulatório
A indústria aponta que o avanço de cinco unidades de produção de SAF no Reino Unido até 2025 é ambicioso e ainda sem obras iniciadas, mas com sinais de progresso. A aposta é de geração de empregos significativos até 2050, com impactos econômicos positivos.
Dados preliminares indicam que a primeira meta anual de 2% de SAF foi atingida em 2025, com maior adesão nos meses finais do ano, após temores de atraso no cumprimento.
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