O Banco Central anunciou nesta quarta-feira a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ligados a Augusto Ferreira Lima e ao grupo ligado ao ex-sócio do Banco Master, Daniel Vorcaro. A medida amplia o efeito Master sobre o FGC, já pressionado por recentes intervenções no sistema financeiro.
Segundo o FGC, cerca de 160 mil credores têm depósitos elegíveis ao pagamento da garantia de até 250 mil por CPF. A liquidação deve retirar aproximadamente 4,9 bilhões do fundo. O montante acrescenta-se aos desembolsos anteriores do Will Bank e do Banco Master, somando 46,9 bilhões.
Panorama do FGC
A soma dos pagamentos de Will Bank e Banco Master representa cerca de um terço da liquidez total do FGC em junho de 2025, estimada em 121 bilhões. O impacto reduz reservas, liquidez e a capacidade de absorver choques no sistema bancário, elevando custos aos bancos associados.
Avaliação de risco
A Moody’s avalia que o rombo é administrável pelas instituições que absorverão o impacto. Entre os bancos com maior participação, Itaú, Bradesco, Santander, BB, Caixa e BTG Pactual respondem por 75% dos depósitos segurados. A agência aponta déficit de liquidez estimado em 55 bilhões de reais frente o mínimo de 2,5% de cobertura.
Consequências para a liquidez
Com a queda de liquidez, pode haver efeito sobre a rentabilidade. A Moody’s estima que, diante da taxa Selic de 15%, o impacto pode reduzir receitas de juros em mais de 8 bilhões de reais ao ano, representando cerca de 2,1% do resultado dos 12 meses até setembro de 2025.
Banco Pleno
O Banco Central classificou o Pleno como conglomerado pequeno, líderado pela própria instituição. O FGC não o enquadra no grupo Master e limita pagamentos a 250 mil por CPF/CNPJ, com teto de 1 milhão em quatro anos. A liquidação decorre de deterioração de liquidez e irregularidades regulatórias.
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