Druckenmiller, uma das vozes mais respeitadas do investimento americano, ampliou posição no mercado brasileiro ao comprar 3,6 milhões de cotas do EWZ, ETF de ações do Brasil negociado em Nova York. A operação ocorreu no trimestre encerrado em 31 de dezembro. O valor de mercado da posição era de cerca de US$ 113 milhões naquela data, correspondendo a 2,5% da carteira do family office Duquesne. Hoje, o investimento já vale aproximadamente US$ 135 milhões.
O relatório 13F do Duquesne também aponta a compra de opções de compra (calls) do EWZ, além da venda de parte de ativos. O portfólio mostra ainda que a gestora zerou o investimento no Nubank, que chegou a 1,45 milhão de ações no trimestre encerrado em setembro. Na época, a posição somava US$ 23,3 milhões; hoje valeria pouco acima de US$ 25 milhões apenas pela variação natural de preço.
Entre as mudanças mais relevantes do período, o EWZ ficou em terceiro lugar em valor no quarto trimestre. A maior operação foi a aquisição de 5,5 milhões de cotas do ETF Financial Select Sector, com valor de US$ 300 milhões em dezembro, voltado ao setor financeiro do S&P 500. Em seguida, foi comprada 1,2 milhão de cotas do Invesco S&P 500 Equal Weight, avaliadas em US$ 225 milhões.
Outros novos investimentos incluem Alcoa, Delta, United Airlines e American Airlines, somando US$ 73 milhões, US$ 45 milhões, US$ 39 milhões e US$ 10 milhões, respectivamente. A Duquesne também aumentou significativamente a posição na Alphabet para 385 mil papéis, avaliados em US$ 120 milhões, e adicionou 301 mil ações da Amazon, com a posição de dezembro estimada em US$ 170 milhões.
Ao mesmo tempo, houve redução ou zeramento de outras apostas: a Meta foi encerrada com 76 mil ações (US$ 56 milhões) no terceiro trimestre, assim como Citi e Bank of America (US$ 52 milhões e US$ 51 milhões, respectivamente). A Duquesne abriu posição na Goldman Sachs, de US$ 24 milhões. A principal posição de dezembro continua sendo a empresa de testes genéticos Natera, em US$ 575 milhões, com reduções em Teva e Insmed.
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