O que aconteceu: a Charles Schwab movimentou cerca de US$ 27,7 milhões em nome de Jeffrey Epstein para um corretor imobiliário no Marrocos, visando a compra de um palácio em Marrakesh, nos 10 dias anteriores à prisão do financista, em 2019. A operação incluiu uma ordem de pagamento com recursos com insuficiência.
Quem está envolvido: Epstein, sua empresa Southern Trust, o contador Richard Kahn, o corretor Marc Leon e a Schwab em operações vinculadas a contas abertas para Epstein. A transação também envolveu a Julius Baer, banco suíço, onde as ordens foram registradas.
Quando e onde: as movimentações ocorreram entre 26 de junho e 9 de julho de 2019, com o fechamento formal de tentativas de transferência logo após a prisão de Epstein, em julho de 2019. O Morroco envolvido foi Marrakesh, na negociação do palácio Bin Ennakhil.
Por quê: as transferências visavam facilitar a compra do Palácio Bin Ennakhil, descrito como uma propriedade de alto padrão com hammam, fontes e jardins. Epstein instruía associados a mover fundos para esse negócio específico, segundo documentos do DOJ.
Como aconteceu: Schwab abriu três contas para Epstein em abril de 2019, incluindo uma para Southern Trust. Entre junho e julho de 2019, foram instruídas transferências de euros equivalentes a milhões de dólares para contas em regiões como a Suíça, com tentativas de cancelamento de ordens subsequentes.
Dados relevantes: Epstein e seus associados chegaram a solicitar a transferência de 11,15 milhões de euros em 26 de junho de 2019, que acabou sendo revertida. Uma segunda ordem, assinada por Epstein, autorizou envio de 14,95 milhões de dólares em 4 de julho, embora a conta ainda tivesse fundos pendentes.
Posicionamento das instituições: Schwab destacou ter notificado autoridades competentes sobre a atividade suspeita e afirmou ter encerrado relações com Epstein dentro de 60 dias de início da revisão. A instituição não comentou detalhes de políticas específicas.
Situação atual: o Palácio Bin Ennakhil não permanece disponível; segundo o corretor Marc Leon, já foi vendido a outro comprador. Não houve indicação de responsabilização direta da Schwab ou de outras partes envolvidas até o momento.
Contexto regulatório: o relatório de atividades suspeitas (SAR) foi registrado pela Schwab e encaminhado ao FinCEN, destacando preocupações com transferências ligadas a operações de compra de imóveis e riscos de fuga. A imprensa acompanhou o caso dentro do quadro de investigações federais em curso.
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