A Anec revisou para baixo a previsão de exportação de soja do Brasil em fevereiro. De acordo com dados divulgados nesta terça (24), devem sair 10,69 milhões de toneladas, cerca de 800 mil toneladas a menos que a projeção da semana anterior. Mesmo com o recorte, o volume ficaria quase 1 milhão de toneladas acima de fevereiro de 2025.
O país, maior produtor e exportador global, ainda manteria avanço frente ao mesmo mês do ano passado, quando houve recorde para fevereiro. A Anec não explicou de imediato a razão da redução, em meio a um atraso na colheita.
O ritmo de embarques até a semana passada estava no menor patamar em cinco anos para o período, segundo a AgRural, que aponta 30% da área colhida até 19 de fevereiro. Chuvas, atraso no plantio e aumento no ciclo das lavouras aparecem como fatores apontados.
Atrasos logísticos podem dificultar o escoamento da produção. Chuvas costumam atrasar cargas nos portos e interromper operações de carregamento, problema já observado em janeiro.
Gargalos também aparecem nas vias de escoamento interno. Caminhões enfrentam filas perto do porto fluvial de Miritituba, de onde barcaças sobem o Tapajós em direção aos portos exportadores no Rio Amazonas.
Gargalos logísticos
O setor enfrenta ainda a paralisação temporária de um terminal da Cargill em Santarém (PA) após ocupação de indígenas, que devem permanecer cerca de 48 horas. O decreto relacionado a hidrovias foi revogado, abrindo caminho para a saída da ocupação.
Anec reduziu para 1,73 milhão de toneladas os embarques estimados de farelo de soja para fevereiro, ante 1,82 milhão na semana anterior. Caso confirmado, o aumento frente a fevereiro de 2025 seria de 230 mil toneladas.
Já a projeção para exportação de milho permaneceu estável em 1,13 milhão de toneladas, o que representaria queda de quase 200 mil toneladas em relação a fevereiro do ano passado.
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