O México aprovou um projeto de lei que reduz gradualmente a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais, com implementação a partir do próximo ano. A mudança ocorre mediante um calendário técnico que avança até 2030, mantendo apenas um dia de descanso a cada seis dias trabalhados. A medida visa melhorar a produtividade e o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base no fim da noite de terça-feira, 24 de outubro, com apoio de todos os 469 parlamentares presentes. O Congresso tem 500 membros, e nenhum votou contra. Em seguida, os deputados aprovaram os detalhes da lei com 411 votos favoráveis.
A proposta projeta reduzir a jornada em dois horas por ano até 2030, beneficiando cerca de 13,4 milhões de trabalhadores. A aprovação ocorre após longas negociações com o setor empresarial, segundo o governo. Este movimento é defendido por setores públicos e privados como ganho de produtividade.
Oposição diz que não há redução real
A oposição sustenta que a reforma não reduz a carga horária efetiva, pois eleva as horas extras de nove para 12 por semana e não estabelece dois dias de descanso a cada cinco dias trabalhados. Deputado Alex Domínguez, PRI, afirmou que a ideia é boa, mas a possibilidade é incompleta e foi tratada às pressas.
O ministério do Trabalho afirmou, nas redes, que após mais de 100 anos sem mudanças o México começa a reduzir a jornada de 48 horas semanais. Quem lidera o projeto é o partido governista Morena, que controla o Legislativo, e apoio amplo no Senado ocorreu no início do mês.
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