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PF planeja ligar caso do Banco Master ao escândalo do INSS.

PF cruza dados do banco Master com fraudes do INSS para mapear fluxos financeiros e sustentar indiciamento, após decisão de Mendonça ampliar perícia

André Mendonça devolveu autonomia à Polícia Federal para periciar dispositivos. (Foto: Luiz Roberto/TSE)
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A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF, autorização para cruzar dados do caso do banco Master com as fraudes contra aposentados do INSS. O objetivo é verificar se o banco geriu recursos desviados da Previdência Social.

A PF sustenta que pode existir um ecossistema de fraudes interligadas. Fundos geridos pelo Master teriam recebido recursos descontados indevidamente de aposentados. O cruzamento de dados visa mapear fluxos, operadores e estruturas usadas para movimentar o dinheiro.

A investigação sobre a venda do Master ao BRB ganhou fôlego após Mendonça assumir a relatoria. Ele restabeleceu autonomia à PF, ampliando o grupo de peritos autorizados a analisar dispositivos e documentos apreendidos.

A frente que investiga a venda do Master está na fase final, com prazo de conclusão previsto para meados de março. A suspeita é de ativos inflados e uso de informações financeiras falsas para a negociação com o BRB.

Avanços na investigação sobre o banco Master

Outra linha analisa a participação de influenciadores digitais. A PF investiga uma equipe ligada ao dono do Master, Daniel Vorcaro, que teria contratado cerca de 40 criadores para pressionar o Banco Central e reguladores após a liquidação do banco, em 2025.

Rastreama-se pagamento de contratos e o uso das redes para influenciar decisões do sistema financeiro, com foco em evidências de irregularidades. As apurações visam entender se houve coordenação para pressionar autoridades.

Possíveis ligações com o crime organizado

A PF também verifica se o Master foi usado para lavagem de dinheiro via fundos de investimento suspeitos. O cruzamento de dados envolve a Operação Carbono Oculto, que apontou esquema bilionário de adulteração de combustíveis associado ao crime organizado.

De acordo com as apurações, estruturas financeiras complexas podem ter sido usadas para ocultar a origem ilícita de recursos. As informações são analisadas para definir possíveis indícios de participação de organizações criminosas.

Conteúdo baseado em apurações da Gazeta do Povo. A matéria completa está disponível pela reportagem correspondente.

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