A Nestlé apresentou um novo sistema de avaliação de desempenho que determina bônus de acordo com o rendimento individual. A empresa informou na quarta-feira (25) que o mecanismo premiará mais quem tiver melhor desempenho e oferecerá pouca ou nenhuma recompensa para quem não atingir os padrões. A medida integra os esforços de revitalização do grupo sob a gestão de Philippe Navratil.
O novo regime amplia de três para seis os níveis de avaliação. Além disso, o teto de bônus para o nível mais alto, “exemplar”, passa a chegar a 150% da meta, ante o máximo anterior de 130%. Quem receber recomendação “insatisfatória” ficará entre 0% e 50% da meta, conforme anúncio da Nestlé.
O sistema, segundo a empresa, simplifica a avaliação de desempenho, o planejamento de desenvolvimento e o feedback aos funcionários. As metas de bônus passam a variar entre equipes, tornando o programa mais alinhado ao desempenho individual e da unidade.
Mudanças sob a gestão Navratil
Desde a nomeação em setembro, Navratil tem direcionado a Nestlé a cortar 16.000 empregos e a concentrar o portfólio em quatro grandes áreas de negócios. A empresa planeja vender o negócio interno de sorvetes remanescentes e continua o desinvestimento de marcas de água e de algumas vitaminas.
A companhia também adotou o foco no crescimento interno real (RIG), buscando elevar o crescimento do volume de vendas a partir do patamar de 0,8% atingido em 2025. A estratégia envolve reestruturação, priorização de mercados-chave e ajuste de portfólio.
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