Os dados de corretores de informações intensificaram perdas com golpes de identidade, chegando a mais de 20,9 bilhões de dólares em perdas nominal. O valor resulta de uma avaliação realizada pela comissão e investigada por lawmakers norte-americanos.
A líder democrata Maggie Hassan, senadora pelo New Hampshire e membro de alto escalão da JEC, acionou indagações formais a cinco grandes data brokers: Comscore, Findem, IQVIA Digital, Telesign e 6sense Insights. A iniciativa ocorreu após reportagens que mostraram pages de opt-out ocultas de buscadores.
Relatórios indicam que ferramentas de opt-out ficavam sob instruções de não indexação, dificultando que consumidores encontrassem opções para excluir dados. O estudo de Hassan revisou ações de melhoria após o pedido, incluindo remoção de código de não indexação e links mais visíveis.
Medidas e respostas dos players
Findem não respondeu aos pedidos de Hassan e à equipe do comitê, segundo o relatório, mantendo o código de não indexação ativo. A ausência de resposta foi destacada como tema de preocupação sobre privacidade de dados.
Comscore informou que identificou e removeu código de não indexação em sua página de Direitos do Titular de Dados, atribuindo a origem a uma versão antiga de 2003. A empresa afirmou que o código não visava bloquear o acesso do consumidor.
IQVIA, 6sense e Telesign não comentaram de imediato. A Telesign disse que o formulário de opt-out ficava oculto por ferramenta de SEO de terceiros, e que passou a permitir indexação com link de rodapé para o formulário.
Impactos e estimativas de danos
A comissão estimou perdas de mais de 20,9 bilhões de dólares para consumidores, com base em incidentes públicos na última década. Entre os casos considerados estavam Equifax (2017), Exactis (2018), National Public Data (2023) e TransUnion (2025).
Dados indicam que cerca de 30% das vítimas de grandes violações sofrem roubo de identidade, sendo as perdas financeiras acordadas geralmente mais altas em litígios coletivos. O estudo cita acordos de grandes fraudes para ilustrar esse potencial.
Hassan afirmou que criminosos internacionais utilizam golpes cada vez mais sofisticados, destacando que corretores de dados não devem dificultar a proteção dos indivíduos. A apuração aponta que avanços em privacidade surgem quando a pressão pública leva empresas a ampliar acesso a ferramentas de proteção de dados.
Desdobramentos e próximos passos
A investigação destaca que o aumento da transparência e o atendimento a solicitações de privacidade podem reduzir vulnerabilidades. Segundo Hassan, várias empresas tomaram medidas para melhorar a disponibilidade de opções de exclusão, o que pode ajudar a reduzir a exposição de informações sensíveis.
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