O sistema financeiro nacional vai aportar, até 25 de março, cerca de R$ 32,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O acionamento partiu do Conselho de Administração do FGC nesta quinta-feira (5). O recurso virá da antecipação de contribuições ordinárias, equivalentes a 60 meses.
A medida reforça a capacidade financeira do FGC para cumprir suas obrigações, assegurando a solidez patrimonial da instituição. O objetivo é manter a solvência do fundo em conformidade com a legislação e o estatuto.
Caso Banco Master
O reforço ocorre em meio aos pagamentos relacionados ao colapso do Banco Master. Até 5 de março, o FGC já desembolsou aproximadamente R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado, cobrindo a maior parte das indenizações previstas.
Desdobramentos
O BC autorizou, dois dias antes, a possibilidade de descontar do recolhimento compulsório os valores antecipados ao FGC. A medida pode liberar cerca de R$ 30 bilhões às instituições neste ano, sem impactar a inflação, segundo o BC.
Plano emergencial
Em fevereiro, o FGC aprovou um plano para cobrir o rombo do Master, antecipando até cinco anos de contribuições futuras em três parcelas mensais. O cronograma prevê ainda mais adiantamentos em 2027 e 2028, correspondentes a até sete anos de contribuições antecipadas.
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