O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, informou em evento do Goldman Sachs, em São Paulo, que a calibração da Selic neste mês não configura afrouxamento e manterá o ciclo em ponto restritivo.
A calibração é distinta de redução da política monetária. O BC não busca uma taxa de juro neutra e pretende terminar o ciclo ainda em nível restritivo, com a reunião de março como foco.
Segundo David, espera-se maior volatilidade no mercado neste ano devido às eleições presidenciais, o que reduz a eficácia da política monetária; a proteção adicional de juros ajuda nesse cenário.
O Copom manteve a Selic em 15% ao ano em janeiro e sinalizou início de cortes neste mês, com o tamanho do recuo ainda indefinido, diante de cenários externos incertos.
Mercado questiona o tamanho do ajuste após o início de conflitos no Oriente Médio. Apostas passaram de cortes de 50 pontos-base para 25 pontos-base, diante da volatilidade global.
David apontou que não há como prever a decisão do Copom, ressaltando que fatores geopolíticos serão avaliados com serenidade, sem reagir a ruídos. O horizonte de política monetária é de cerca de 18 meses.
Entre na conversa da comunidade