Os preços do petróleo recuavam nesta segunda-feira (21) para o menor nível em 11 dias e se aproximavam do patamar simbólico de US$ 100 por barril.
O movimento acontecia ao mesmo tempo em que investidores apostavam em avanços diplomáticos na guerra envolvendo o Irã, por causa da reunião da ONU desta semana. Eles também contavam com uma retomada parcial das exportações sauditas.
Por volta das 9h15, no horário de Brasília, o barril do Brent com vencimento em novembro valia US$ 101,10, queda de US$ 2,76 (2,66%). O WTI, referência dos Estados Unidos, para outubro e com vencimento na terça-feira, cedia US$ 2,94 (2,93%), a US$ 97,36. As duas referências marcaram as cotações mais baixas desde 10 de setembro.
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Iranianos e norte-americanos trocaram novas ameaças no domingo. Mesmo assim, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar disposto a encontrar o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que deve estar em Nova York para a Assembleia Geral da ONU.
Segundo a Al Jazeera, o chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou em entrevista no sábado que Teerã já apresentou aos mediadores as condições para voltar à mesa de negociação.
Os confrontos no Oriente Médio, porém, seguem em curso. Os houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, dizem ter atacado Riade e uma instalação da Saudi Aramco em Yanbu, cidade no Mar Vermelho. O grupo tenta isolar o litoral do Mar Vermelho das demais áreas sob controle de forças aliadas aos sauditas.
Depois dos ataques, a Arábia Saudita recorreu à China, que por sua vez pediu ao Irã ajuda para frear os houthis, segundo três fontes iranianas informadas sobre o caso.
Os ataques ao oleoduto Leste-Oeste da Aramco levaram a companhia a suspender parte dos embarques por Yanbu e a ampliar as vendas pelo Estreito de Ormuz neste mês e no próximo.
Em nota de 18 de setembro, analistas do JPMorgan avaliaram que o fluxo de petróleo da região segue robusto, apesar do problema no oleoduto saudita. Dados de satélite indicam que o volume saudita que cruzou Ormuz teve média de 2,9 milhões de barris por dia nos últimos seis dias, contra 700 mil em agosto. Para os analistas, essa é a mudança de maior destaque no período.
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