Nos escritórios paulistas, o retorno ao trabalho presencial impulsionou a absorção em 2025, com o mercado registrando o segundo melhor resultado dos últimos cinco anos. Em São Paulo, a absorção líquida ficou em 289 mil m², segundo a CBRE. O movimento reflete a recuperação da demanda após a pandemia.
A queda da vacância partnering com o retorno. O dinamismo se concentrou em áreas centrais, com Pinheiros registrando forte demanda e redução de vacância. A região viu a maior diminuição, de 14,4 pontos percentuais, segundo a Binswanger, após a locação de espaços.
Quem está envolvido e quando. Globalmente, a CBRE aponta que complexos corporativos vêm ganhando tração desde o fim de 2023, com o Nubank destacando-se como exemplo de transição para o modelo híbrido. A fintech ocupou 14.957 m² no Capote 210, em Pinheiros, no fim de 2024.
Onde e por quê. O Capote 210, em Pinheiros, acolheu a maior locação do último ano, num movimento que acompanha a recuperação do mercado. Investidores seguem cautelosos, limitando entrada de capital em escritórios frente a maior atratividade de logística, embora haja recuperação de preços.
Impacto da IA nos escritórios. A IA é tema de preocupação entre investidores, com receios de demissões e menor demanda por espaço. A CBRE ressalta que ainda não houve redução significativa de área ocupada por clientes por IA, apenas ajustes de layout em algumas empresas.
Atenção aos estoques e preços. Levantamentos de Cushman & Wakefield e Newmark apontam desenvolvimento contido de novos estoques em 2025 e valorização gradual. Em São Paulo, o preço médio subiu 4% na comparação com 2024, para cerca de R$ 115,2 por m² ao mês.
Mercado e perspectivas. A CBRE aponta que o retorno ao escritório tende a se consolidar, com preços em ajuste gradual em mercados com maior disponibilidade. Enquanto isso, o eixo financeiro da cidade permanece entre os mais caros do Brasil, com vacância em torno de 9,2%.
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