O setor aéreo anunciou reajustes de tarifas refletindo o impacto do conflito no Oriente Médio. A escalada nos custos de combustível e a menor demanda internacional pressionam companhias a increase preços para manter operações.
Segundo relatos, o preço do querosene disparou após ataques na região, elevando a cotação para níveis entre 150 e 200 dólares por barril. Empresas já projetam impactos na rentabilidade neste ano.
A tensão geopolítica levou a quedas no volume de viagens internacionais. As tarifas cresceram em diversas rotas, com especial destaque para trechos entre Ásia e Europa. Companhias estudam ajustes para manter estabilidade financeira.
Tarifas em alta
A SAS anunciou reajuste temporário de preços para assegurar a confiabilidade das operações. A Finnair alertou que a disponibilidade de combustível pode ficar comprometida se o conflito perdurar, ainda que não haja desabastecimento imediato.
A Air New Zealand elevou tarifas de ida em várias categorias: +10 NZD em voos domésticos, +20 NZD em curtas e +90 NZD em longas. Já a Cathay Pacific planeja voos extras para Londres e Zurique em março.
A Qantas informou que analisa redirecionar capacidade para a Europa, diante de rotas alternativas para escapar de interrupções no Oriente Médio. A Hong Kong Airlines planeja aumentos de até 35,2% nas taxas de combustível a partir de quinta-feira.
Perspectivas e custos
Ao abrir os mercados, ações de companhias aéreas subiram entre 4% e 7% na Europa, após previsões de fim da guerra. Na Ásia, houve recuos anteriores, seguidos de leve recuperação.
O petróleo recuou abaixo de US$ 100 por barril em parte das sessões. O combustível representa a segunda maior despesa das empresas, atrás apenas da mão de obra, respondendo por 20% a 25% dos custos operacionais.
Cenários de incerteza continuam, com cortes de produção no Kuwait e potenciais gargalos de fornecimento no Golfo. O impacto de longo prazo dependerá da duração do conflito e do ritmo de recuperação da demanda global.
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