A Forbes divulgou a edição 2026 da Lista Bilionários, com 71 brasileiros campeando fortunas acima de US$ 1 bilhão. O total de patrimônio nacional chegou a US$ 291,9 bilhões, alta de 38,9% ante 2025. O crescimento se deve à valorização de empresas, à expansão de grupos financeiros e à entrada de novos nomes no ranking global.
O aumento no número de bilionários brasileiros ocorreu em meio a ganhos generalizados de patrimônio entre os já presentes. Em 2026, o Brasil figura entre os países com maior número de bilionários no ranking mundial, ampliando sua participação no mapa de riqueza global.
Recordes de bilionários
Entre os destaques, André Esteves, controlador do BTG Pactual, abriu o principal salto patrimonial, de US$ 6,9 bilhões para US$ 20,2 bilhões, alta de 192,75%. O ranking mundial ganhou 356 posições para ele, que ficou no 131º lugar.
Carlos Alberto Sicupira foi o único a registrar queda de patrimônio entre os brasileiros, de US$ 7,6 bilhões para US$ 6,9 bilhões, retração de 9,21%. Mesmo assim, permanece entre os dez brasileiros mais ricos.
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, segue no topo entre os brasileiros com US$ 35,9 bilhões. A cifra representa alta de 4,06% e mantém Saverin na 59ª posição global.
Destaques por setor e novas entradas
Vicky Safra, ligada ao Banco Safra, ocupa a segunda posição entre os brasileiros, com US$ 27,1 bilhões, alta de 30,9%. Entre as famílias tradicionais no segmento financeiro, aparecem também herdeiros do Itaú Unibanco, com avanços expressivos.
Entre os novos nomes, Roberto Sallouti estreia no BTG Pactual com patrimônio estimado em US$ 4,7 bilhões. Ilson Mateus, fundador do Grupo Mateus, chega com cerca de US$ 1,8 bilhão.
O texto confirma a presença de investidores de bancos, indústria, varejo, agronegócio e tecnologia. Entre as indústrias, constam acionistas da WEG, fabricante de equipamentos elétricos, com três nomes na lista: Amelie, Felipe e Pedro Voigt Trejes.
Luana Lopes Lara entra pela Kalshi, plataforma de previsões, com patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão. Aos 29 anos, ela é apontada como a bilionária não herdeira mais jovem do mundo. Ela posiciona o Brasil entre os países com maior representação entre bilionários.
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