O GPA Entra em Recuperação Extrajudicial. A empresa informou ter firmado acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação, sem impactar atividades operacionais. O valor envolvido é de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em obrigações sem garantia.
O acordo, autorizado unicamente pelo conselho de administração, exclui obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes, bem como encargos trabalhistas. O objetivo é manter a continuidade das operações enquanto a negociação avança.
A empresa possui histórico de prejuízos e mudanças acionárias relevantes. Em 2025, houve melhora parcial no quadro, com o Grupo Coelho Diniz detendo 24,6% e o Casino continuando com 22,5%. Em 2026, houve nova nomeação de direção.
O parecer de auditor destacou incerteza relevante quanto à continuidade operacional, com capital circulante líquido negativo de R$ 1,2 bilhão, refletindo empréstimos de R$ 1,7 bilhão com vencimentos em 2026. A companhia afirma que a dívida e o endividamento estão em foco de melhoria.
Durante teleconferência, o presidente-executivo afirmou que mudanças estruturais e culturais são prioritárias para reduzir o endividamento. Há ainda a informação de que consultores foram contratados para apoiar as estratégias de aperfeiçoamento do perfil de dívida.
Operações preservadas
O plano envolve suspensão das obrigações com credores afetados por 90 dias para permitir negociações. A GPA busca apoio da maioria desses créditos e visa liquidez de curto prazo aliada à sustentabilidade financeira de longo prazo.
A companhia garante que operações de lojas seguem normais e que fornecedores, clientes e parceiros não serão impactados pelo processo de recuperação extrajudicial. O objetivo é preservar a atividade operacional durante as negociações.
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