A Petrobras anunciou aumento no preço do diesel para as distribuidoras a partir de sábado, 14 de março. O preço médio passará de 3,27 para 3,65 reais por litro, elevação de 0,38 reais. A mudança não afetou os demais combustíveis.
Segundo a estatal, o reajuste eleva o valor do diesel A vendido às distribuidoras, mantendo a participação de 85% de diesel A com 15% de biodiesel na composição. O movimento ocorre após a última variação, em maio de 2025.
A alta ocorre em meio a pressões de custo com a guerra no Oriente Médio, que levou o preço do barril a superar 100 dólares. A Petrobras aponta que, desde dezembro de 2022, o diesel A para distribuidoras acumula queda de 0,84 por litro, ajustada pela inflação do período.
Medidas do governo e impacto no consumidor
O governo federal anunciou ações para mitigar o efeito nos preços. Foi zerada a alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel, reduzindo 0,32 real por litro. Também há uma subvenção de 0,32 real por litro para produtores e importadores.
Outras medidas incluem a tributação da exportação de petróleo para ampliar o refino interno e uma norma de sinalização nos postos informando as reduções tributárias e a subvenção. O governo enfatiza que o conjunto de ações pode ampliar o refino e assegurar abastecimento.
O efeito agregado para a Petrobras, com o reajuste e a subvenção, é estimado em 0,70 real por litro. O impacto para o consumidor final, porém, depende da implementação completa das medidas pelo governo e pela ANP.
Observações sobre o funcionamento dos preços
O preço nas bombas resulta de fatores diversos, como custos de distribuidoras, margem de lucro, etanol anidro, impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e o ICMS estadual. A Petrobras detalha que o ajuste de hoje considera apenas parte da formação do preço ao consumidor.
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