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Focus: mercado reduz previsão da Selic e eleva projeção de inflação

Economistas veem juros a 13,25% no fim de 2026 e IPCA a 5,22% na primeira pesquisa do BC após o primeiro turno

Boletim Focus foi divulgado nesta segunda-feira (21) | Reprodução/Unsplash
Boletim Focus é divulgado semanalmente (Crédito: Reprodução/Unsplash)

O mercado financeiro reduziu de 13,50% para 13,25% ao ano a projeção para a Selic no fim de 2026 e voltou a elevar a estimativa de inflação de 5,01% para 5,22%. Os números estão no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (13), o primeiro levantamento feito depois do primeiro turno da eleição presidencial, que ocorreu no dia 4 de outubro.

No levantamento, feito pelo BC com cerca de 100 instituições financeiras, os economistas passaram a prever dois cortes seguidos de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) de novembro e dezembro. Hoje, a taxa está em 13,75% ao ano. Para o fim de 2027, a estimativa da Selic foi mantida em 12,00%.

Na semana passada, a previsão era de 13,50% ao ano para o fim de 2026. A pesquisa havia sido concluída antes do primeiro turno da eleição presidencial.

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Os economistas ouvidos pelo BC também estimaram uma alta para 5,22% no IPCA ao final deste ano, ante 5,01% na semana passada, o que representa a quarta semana seguida de elevação na projeção da inflação. Para o ano que vem, a estimativa do IPCA se manteve em 4,30%, enquanto para 2028 foi reajustada para 3,79%, ante 3,80%. A meta de inflação é de 3,00% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Os agentes também alteraram suas estimativas para a cotação do real ante o dólar, vendo agora a moeda norte-americana valendo R$ 5,15 ao final deste ano, ante R$ 5,20 na semana anterior, e R$ 5,26 ao término do ano que vem, ante R$ 5,28.

As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foram mantidas em 1,85% para este ano e em 1,40% para o próximo.

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Após o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os ativos brasileiros tiveram um rali na semana passada, com o dólar caindo em relação ao real e os juros futuros também registrando quedas. 

Agentes de mercado acreditam em uma maior probabilidade de um ajuste nas contas públicas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, embora o candidato não tenha ainda apresentado planos detalhados neste sentido. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

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