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Semana começa com atenção ao petróleo e às reuniões dos BCs

Petróleo acima de US$ 104 pressiona inflação global e reconfigura expectativas de cortes de juros pelo Copom e Fomc nesta semana

Navios-tanque navegam no Golfo Pérsico perto do Estreito de Ormuz (Foto: Stringer / Reuters)
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A semana começa com atenção voltada para o petróleo e para as reuniões dos bancos centrais. O conflito entre EUA, Israel e Irã entra na terceira semana, com impacto direto no fornecimento global de petróleo via o Golfo Pérsico. Navios continuam impedidos de passagem pelo Irã, sustentando preços elevados.

Na manhã desta segunda-feira, o Brent com vencimento em abril opera em alta de 1,25%, a US$ 104,40 o barril, após tocar US$ 106 na madrugada. O etanol de referência internacional para Petrobras também acompanha o movimento. Em fevereiro, o petróleo chegava perto de US$ 70, alta de quase 50%.

O temor é que a elevação dos preços alimente a inflação. O PCE de janeiro, divulgado na sexta-feira, aponta inflação de 3,1% em 12 meses, com núcleo acima da meta de 2,0%. Isso reduz a expectativa de cortes de juros pelo FED no curto prazo.

Perspectivas

Reuniões do Copom no Brasil e do FOMC nos EUA moldam o cenário. Previamente, investidores esperavam cortes de 0,50 p.p. no Copom e sinalizações de alívio nos EUA. O quadro mudou com a inflação mais alta, reduzindo as apostas de cortes próximos.

No radar local, as opções de Copom negociadas na B3 indicam maior probabilidade de cortes menores. Em fevereiro, 83% apostavam em 0,50 p.p., já em março a probabilidade de 0,25 p.p. subiu para 53%, com 23% de chance de 0,50 p.p. manter.

Indicadores

Brasil: Focus e IBC-Br de jan. Expectativa de crescimento de 0,85% no IBC-Br; anterior, -0,20%.

Estados Unidos: Empire State de atividade industrial de mar esperado em 4,0% (anterior 7,1%). Produção industrial de fev prevista em 0,1% (anterior 0,7%).

As bolsas americanas operam em leve alta no pré-mercado, enquanto o ETF EWZ, de ações brasileiras, registra valorização modesta. Investidores buscam ativos a preços atraentes após semanas de queda.

Fontes indicam que, com o petróleo mais caro, a volatilidade deve permanecer alta até novas sinalizações de política monetária e de desfechos diplomáticos no Oriente Médio.

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