O preço do diesel, combustível essencial para agricultores, transportadoras e construção, atingiu US$ 5 por galão na segunda-feira (16). O valor representa aumento superior a 36% no último mês, segundo a GasBuddy, e é o segundo nível histórico já registrado nos EUA, o primeiro desde 2022.
A média nacional subiu para US$ 4,99 por galão, aponta a AAA, shaft 7% acima de uma semana antes e 36,7% acima de um mês atrás. O repique ocorre em meio a tensões geopolíticas, com efeitos diretos nos custos operacionais de empresas e preços ao consumidor.
Setores impactados e desdobramentos
O diesel é predominante nos transportes, na construção e na agricultura. Custos maiores podem ser repassados a bens de varejo, alimentos, obras e infraestrutura. Grandes transportadoras já ajustaram tarifas de combustível e tarifas temporárias para rotas específicas, frente ao conflito no Oriente Médio.
Dados do USDA indicam que caminhões respondem por grande parte do transporte de produtos agrícolas nos EUA, incluindo 83% das mercadorias agrícolas e 92% de laticínios, frutos, vegetais e nozes. Equipamentos de construção, como tratores e escavadeiras, também dependem do diesel, elevando o custo de moradias e obras.
Impacto econômico e perspectivas
Especialistas afirmam que o repique atual pode acionar um efeito dominó nos preços de diversos itens. O analista de energia Philip Verleger sugeriu que os custos subirão para praticamente tudo. Histórico recente mostra que picos de diesel já elevaram o varejo e as tarifas de frete durante crises anteriores.
Contexto maior
Picos anteriores de diesel estão ligados a elevações de preços de alimentos, frete e passagens. Eventos como guerras e choques de demanda contribuíram para períodos de alta generalizada. Observa-se também volatilidade de tarifas de rotas de envio conforme o cenário geopolítico se altera.
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