O Copom, órgão do Banco Central, reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime na noite de quarta-feira, marcando a primeira redução desde 2024.
Os ministros que compõem o Comitê, sob a condução de Gabriel Galípolo, mantiveram o foco na contenção da inflação diante da desaceleração econômica e da pressão causada pela escalada dos conflitos no Oriente Médio, segundo relatos da Bloomberg.
A pesquisa com 30 analistas apontava 19 apostas de queda de 0,25 p.p., 10 de 0,50 p.p. e 1 voto pela manutenção em 15% ao ano. O BC não forneceu orientação sobre movimentos futuros.
No comunicado, o Copom destacou a necessidade de serenidade e cautela na calibração da política monetária, citando a incerteza sobre a profundidade e duração dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos nos preços.
O episódio acompanharam oscilações no mercado de títulos públicos, impulsionadas pela volatilidade global do petróleo, que superou a marca de US$ 100 por barril. O Tesouro teve de intervir para oferecer liquidez e estabilizar negociações.
A elevação dos preços do petróleo também alimenta riscos para a inflação brasileira, pressionando as expectativas para 2026. Economistas revisaram para cima as projeções de inflação, com estimativas de 4,1% para o próximo ano.
Paralelamente, o governo adotou medidas de contenção para proteger a economia, incluindo corte de imposto federal sobre combustíveis e taxação de exportações de petróleo bruto para compensar a queda de receita.
Essa atuação coincide com a conjuntura de crescimento mais fraco no Brasil, após o PIB ter avançado apenas 0,1% no quarto trimestre. Analistas consultados pelo BC projetam expansão anual de cerca de 1,8% em 2026.
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