O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, chamou de banditismo o recente aumento no preço do diesel praticado por postos e redes de distribuição. Ele fez a declaração nesta sexta-feira, em evento na FGV, no Rio de Janeiro.
Segundo Boulos, o reajuste não tem relação com a guerra no Oriente Médio. O governo já zerou PIS e Cofins sobre o diesel, e as distribuidoras não pagam mais pelo combustível, mas repassam o aumento aos consumidores.
O ministro afirmou que o governo atua para frear a escalada especulativa e citou operações da PF e órgãos de defesa do consumidor. Em 48 horas, houve ações em cerca de 400 postos e em distribuidoras, com lacração e multas.
Medidas do governo e frete
Boulos destacou a vigência da MP 1.343/2026, que pune o descumprimento do piso mínimo do frete. Transportadoras reincidentes podem ter o registro de funcionamento cassado. Ele disse que as multas não estavam isolando o problema.
O ministro informou que o texto foi negociado com caminhoneiros, que descartaram greve após o governo se comprometer a atender demandas. A atuação do governo inclui fiscalização intensificada para conter a pressão de preços.
Boulos ainda lembrou que o petróleo segue pressionado pela tensão na região, com mudanças de preço no mercado internacional. No Brasil, a Petrobras reajustou o diesel recentemente, mas o impacto foi amortecido pela desoneração fiscal.
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