O governo autuou as maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil por supostas elevações injustificadas de preços. Vibra, Raízen e Ipiranga foram alvo de fiscalizações nesta semana, conforme nota divulgada pela ANP. A operação ocorre em meio a oferta restrita e a tensões no Golfo Pérsico.
Segundo a ANP, as ações visam apurar reajustes de preços sem justificativa, em um momento em que o petróleo se valorizou com o fechamento do Estreito de Ormuz. A fiscalização também ocorreu no Distrito Federal e em São Paulo, maior mercado consumidor, ampliando o alcance da operação.
A Petrobras anunciou cancelamentos de leilões de diesel e gasolina, aumentando a percepção de riscos de oferta. A estatal afirmou operar acima da capacidade de refino, dentro de sua autorização, e que entregaria volumes superiores aos acordados aos distribuidores.
Andamento e impactos
A ANP informou que não identificou restrições à oferta no mercado doméstico e que continua monitorando a cadeia de suprimento, incluindo importações. A Senacon concedeu prazo de 48 horas para as distribuidoras apresentarem esclarecimentos sobre custos e aumentos sem justificativa.
A operação atingiu 145 postos e 17 distribuidoras, em 12 estados e 63 municípios desde a última segunda-feira, como parte da ofensiva para apurar possíveis abusos. As ações seguem em curso, com possibilidade de sanções caso haja prática irregular.
Reação das empresas
A Vibra afirmou colaborar com a Senacon e reiterou o compromisso com transparência e abastecimento regular. A Ipiranga destacou que os preços dependem de múltiplos fatores, incluindo custos de importação e logística, defendendo a competição de mercado. A Raízen não comentou oficialmente no momento.
As autoridades destacaram que, se comprovadas práticas abusivas, as empresas poderão ficar sujeitas às sanções cabíveis previstas na legislação. A fiscalização continua em andamento para esclarecer as decisões de preço durante o período de tensão internacional.
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