O setor de combustíveis divulgou nesta sexta-feira uma nota conjunta para explicar a situação dos combustíveis no Brasil e pedir providências urgentes para evitar desabastecimento. Na prática, o documento defende o reajuste dos preços.
A nota é assinada por Abicom (importadoras), BrasilCom (distribuidoras), Fecombustíveis (varejo), Regina Brasil (refinadores), Sincopetro (varejo) e Sindicom (distribuidoras). Os signatários destacam que o pacote do governo ainda não está em vigor.
Segundo as entidades, o texto aborda a formação de preço dos combustíveis e ressalta que a redução de alíquotas de PIS/Cofins e a subvenção econômica anunciadas não passam a valer imediatamente. O impacto depende de várias variáveis, como mix de produtos e custos logísticos.
O documento explica que o diesel vendido nos postos é o diesel B, com 85% de diesel A e 15% de biodiesel. Medidas sobre o diesel A não se transferem automaticamente ao produto final, ressaltam as entidades.
Elas apontam que o efeito líquido depende da proporção de mistura, do custo do biodiesel, do ICMS, do frete, dos custos operacionais e da origem de aquisição. O aumento do diesel A é citado em 0,38 por litro desde 14 de março, com reflexo estimado de 0,32 por litro para o diesel B.
Na prática, o setor informa que leilões da Petrobras negociam o diesel puro entre 1,80 e 2,00 por litro, acima do preço de referência das refinarias. O texto também informa que parte relevante do abastecimento vem de refinarias privadas e importadores não ligados à extração.
Essas empresas operam com referências de mercado internacional, o que faz com que oscilações do preço do petróleo reverberem por toda a cadeia. O objetivo declarado é evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional.
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