A CoinDCX, maior exchange de criptomoedas da Índia, negou neste domingo as acusações de fraude ligadas a uma investigação policial. Segundo a empresa, houve impostores que se passavam pelos fundadores e usavam a marca para enganar investidores.
A firma afirmou que o FIR contra os cofudadores não tem relação com a CoinDCX e que a investigação envolve golpistas que usavam a identidade da empresa. A exchange informou já ter alertado o público sobre golpes.
A notícia inicial, veiculada pelo site Entrackr, aponta que Sumit Gupta e Neeraj Khandelwal teriam sido interrogados como parte de um caso de golpe envolvendo pessoas que fingiam ser representantes da CoinDCX.
Impostores teriam explorado a marca da CoinDCX para atrair investidores, segundo registros no FIR da cidade de Thane. Um consultor de seguros de Mumbra relata perdas de cerca de US$ 76 mil entre agosto de 2025 e março, com vários aportes de terceiros.
Para especialistas, o caso é um exemplo típico de fraude por impersonificação, em que perfis confiáveis são usados para ganhar credibilidade no espaço cripto. Agentes alertam que golpes envolvendo marcas reconhecidas têm se tornar comum.
A CoinDCX sustenta que o reclamante não possui associação com a plataforma e rejeita a ideia de fundos terem passado por seus sistemas. A empresa também informou que, entre 1º de abril de 2024 e 5 de janeiro de 2026, houve mais de 1.212 sites falsos que imitavam o site da exchange.
Contexto regulatório e prevenção
Especialistas destacam a necessidade de normas claras para proteção de investidores na Índia. Lacunas regulatórias podem facilitar golpes envolvendo impersonação e domínios fraudulentos, segundo analistas do setor.
A CoinDCX afirma cooperar com autoridades e continua ampliando ações de conscientização para evitar fraudes. Mantém vigilância sobre golpes e reforça a necessidade de coordenação entre órgãos reguladores e exchanges.
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