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Ouro cai 3,6% em meio a declarações conflitantes sobre guerra no Oriente Médio

Ouro encerra queda de 3,66% diante de tensões entre EUA, Israel e Irã; dólar firme e juros altos podem intensificar a baixa, conforme Swissquote

Ouro caiu cerca de 11% na semana, na maior perda semanal desde 1983, e acumula recuo superior a 14% desde o início do conflito
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O ouro fechou em queda expressiva nesta segunda-feira (23), com desvalorização de quase 4% após notícias conflitantes sobre as negociações entre Estados Unidos, Israel e Irã. O recuo ocorreu mesmo com o petróleo em baixa no início do pregão, o que reduziu o apetite ao risco dos investidores. Na Comex, o contrato de ouro para abril caiu 3,66%, fechando em US$ 4.407,3 por onça-troy. A prata para maio registrou queda de 0,46%, a US$ 69,04 por onça-troy.

O metal chegou a recuar para a faixa de US$ 4.100 por onça-troy pela manhã, acompanhando a alta do petróleo e o aumento da inflação e das taxas de juros. O momento de alívio veio quando o petróleo passou a cair, o que favoreceu o fortalecimento do dólar e a elevação dos rendimentos dos Treasuries. Analistas do Swissquote destacaram que o ouro avançou até a média móvel de 200 dias pela primeira vez desde o segundo semestre do ano passado.

Contexto de petróleo e juros

Segundo o Swissquote, a queda pode se intensificar caso o dólar permaneça firme e os juros dos Treasuries permaneçam elevados, elevando o custo de oportunidade de manter ativos que não geram renda.

O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou haver uma boa chance de acordo com o Irã, ao prorrogar por cinco dias o prazo para ações contra a infraestrutura energética do país. A mensagem foi interpretada como sinal de possível acordo que incluiria limitações à capacidade militar nuclear de Teerã, conforme a imprensa estatal iraniana. As afirmações contribuíram para recuo no preço do petróleo Brent, que chegou a cair quase 10%.

Analistas da TD Securities enxergam uma perspectiva de longo prazo para o ouro ainda saudável, mas apontam que o médio prazo é desafiador diante do conflito. A queda recente é vista como extrema por alguns, entretanto o cenário de curto prazo permanece vulnerável até a divulgação de próximos sinais do mercado.

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