O Copom decidiu reduzir a Selic de 15% para 14,75% ao ano na última reunião. O BC avaliou os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação e a trajetória de cortes da taxa. A ata divulgada nesta terça-feira (24) aponta um quadro mais desafiador para as perspectivas inflacionárias.
Com o aumento do preço do petróleo e risco de choque de oferta, o BC manteve uma postura de política monetária restritiva, ainda que tenha começado o ciclo de quedas. A instituição sinaliza que o cenário externo pode influenciar a velocidade dos próximos ajustes.
A análise do economista Roberto Troster sinaliza que o mercado pode interpretar a postura como de cortes mais tímidos ou até de pausa na redução. Ele destaca que a guerra é um choque de oferta e reforça a necessidade de uma resposta rápida em função do custo elevado da energia.
Segundo Troster, o ambiente atual pesa sobre empresas e famílias. Ele cita números de inadimplência como indicativos dos impactos econômicos, ressaltando que o BC precisa considerar a velocidade dos próximos movimentos para evitar piora adicional.
A ata ressalta ainda que o Banco Central acompanhará de perto dados de inflação, câmbio e preço de commodities, avaliando ajustes adicionais conforme a evolução do cenário externo e da atividade doméstica.
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