A Petrobras reajustou em 11,76% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O novo valor entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) e elevou o preço médio do litro de R$ 5,585, em setembro, para R$ 6,242 em outubro.
Em setembro, o combustível já havia subido cerca de 13,9%, segundo a Reuters. Neste mês, o reajuste foi de 11,6% em Guarulhos (SP), 12% em Duque de Caxias (RJ) e 11,6% em Betim (MG), entre alguns dos principais pontos de venda da companhia.
Alta desde março
O preço médio atual está 74% acima dos R$ 3,592 por litro registrados em 1º de março, um dia após o início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. A Petrobras relaciona a sequência de altas ao encarecimento do combustível no mercado internacional e ao agravamento das tensões no Oriente Médio.
A instabilidade no Estreito de Ormuz é um dos fatores que têm pressionado o mercado. Antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pela região.
Segundo a Petrobras, a formação do preço do QAV no Brasil segue uma fórmula prevista em contrato, que reduz parte das oscilações de curto prazo. A empresa afirma que, desde o início do conflito, os reajustes acumulados no mercado internacional foram maiores do que os aplicados no país.
A alta do combustível também pesa sobre as companhias aéreas. Antes da guerra, o QAV representava cerca de 30% dos custos operacionais das empresas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Depois do início do conflito, essa participação passou de 45%, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
Mesmo com o novo reajuste, a Petrobras informou que os volumes pedidos pelas distribuidoras para outubro estão confirmados e que o abastecimento está garantido nos polos atendidos pela companhia.
A estatal responde por cerca de 85% da produção nacional de querosene de aviação, embora outras empresas possam atuar no mercado como produtoras ou importadoras.
(Com informações da Reuters e da Agência Brasil)
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