Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Senado derruba sigilo de auditorias do Master imposto pelo TCU

CAE derruba sigilo do TCU sobre auditorias do Banco Master, abrindo acesso aos documentos aos senadores, com exceções de dados protegidos por lei

Uma das auditorias foi imposta contra o Banco Central para analisar o processo que levou à liquidação do Banco Master. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
0:00
Carregando...
0:00

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado derrubou nesta terça-feira (24) o sigilo imposto pelo TCU sobre auditorias que investigam fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A decisão permite a divulgação dos documentos, exceto dados protegidos por lei, como informações bancárias, conversas telefônicas e dados pessoais.

Entre as auditorias está o processo iniciado pelo TCU contra o Banco Central, relacionado aos documentos que levaram à liquidação extrajudicial do Master. A apuração era feita sob segredo de Justiça e passa a ser acessível aos senadores.

Renan Calheiros, presidente da CAE, afirmou que o sigilo está sendo retirado para permitir a consulta aos documentos recebidos do TCU e para atender ao interesse público. A sociedade passa a ter acesso, dentro das restrições legais.

A medida foi resultado de um pedido dos senadores Esperidião Amin e Eduardo Braga, que contestaram a decisão de confidencialidade imposta ao Legislativo. Eles defendem maior transparência sobre o tema.

A auditoria do TCU colocou o órgão em rota de colisão com o BC, chegando-se a cogitar uma desliquidação que não se concretizou após verificação técnica de que não houve irregularidades no processo.

Medidas propostas pela CAE

Renan Calheiros apresentou três projetos para fortalecer a proteção contra fraudes no sistema financeiro. As propostas partem do grupo criado pela comissão para acompanhar o caso Master.

Uma das medidas visa reduzir riscos com alavancagem baseada no FGC, combatendo captação predatória e transferência indevida de riscos. O Fundo Garantidor de Créditos atua na proteção de investidores.

Outra proposta amplia a competência da CVM para fiscalizar operações em que investidores financiam bancos, como empréstimos a instituições por meio de certificados de depósito. A fiscalização ainda não é ampla nesse âmbito.

A terceira medida endurece punições para gestores de empresas abertas envolvidos em fraudes, prevendo até 12 anos de prisão. A lei também aumenta a responsabilização em casos de falência ou necessidade de ressarcimento aos investidores via FGC.

Fonte: Gazeta do Povo

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais