O FGC prestou assistência financeira de 4,3 bilhões de reais ao conglomerado Master entre 5 de maio e 1º de outubro de 2025. O
objetivo era quitar instrumentos que, em liquidação extrajudicial, teriam cobertura do fundo, viabilizando a reorganização societária do banco.
A operação correspondeu a uma linha de liquidez destinada exclusivamente a pagar títulos que acionariam a garantia do FGC. Em contrapartida, o grupo realizou captações de apenas 90,2 milhões. O limite de garantia vigente era de 250 mil reais.
A área técnica do BC informou que, mesmo com soluções de mercado frustradas, houve redução de custo para a sociedade e para o FGC.
A exposição caiu de 51 bilhões para cerca de 40 bilhões, caso haja desembolso efetivo.
O que mudou no andamento
Em 21 de setembro de 2025, o Banco Master apresentou novo plano ao BC, dizendo que o recompor depósitos compulsórios ocorreria em até 180 dias. Dois dias depois, o FGC sinalizou, de boa-fé, a possibilidade de estender a assistência mediante saída organizada.
Em 7 de outubro houve extensão da linha de assistência financeira apenas para a Will Financeira, entre 2 de outubro e 30 de novembro, com afrouxamento de parte do acordo. O Banco Master aceitou os termos em 8 de outubro de 2025.
Mesmo assim, a crise de liquidez não foi contornada. Em 18 de novembro, o Master foi liquidado pelo BC.
O caixa livre aos cofres públicos era de apenas 4,8 milhões, frente a vencimentos de 48,6 milhões em CDBs.
Audibancos avaliou que a liquidação foi correta, imperativa, legal e tecnicamente fundamentada. O BC já liquidou nove instituições ligadas a Daniel Vorcaro desde o ano passado.
Ao CNN Money, as defesas de Vorcaro e do BC não se pronunciaram. O FGC afirmou que não comenta sobre entidades associadas, mantendo o formato de esclarecimentos oficiais.
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