Distribuidoras e postos de combustíveis elevaram margens de lucro mesmo após medidas do governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo.
Entre as ações, estão a isenção de impostos federais sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, uma subvenção a produtores e importadores e ações de fiscalização para acompanhar o repasse ao consumidor.
Levantamento do Ibeps mostra elevação média de mais de 30% nas margens desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, em diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. Os dados são do Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo, do Ministério de Minas e Energia.
Contexto e medidas do governo
Apesar da disparada dos preços internacionais, o movimento de margens ocorre desde 2021, aponta o Ibeps. O economista Eric Gil Dantas afirma que a alta de 2021-2022, associada à privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, contribuiu para margens mais altas, com continuidade em 2023.
Fecombustíveis não respondeu; Brasilcom afirma não comentar formação de preços. O estudo analisa impactos da política de preços sobre consumidores. A alta internacional tem efeito direto sobre o custo final.
Desde o início da guerra entre EUA e Irã, o petróleo é negociado acima de US$ 100 por barril, segundo a ANP. Nesse período, o preço do diesel nos postos subiu quase 20% em cerca de 15 dias.
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