Unilever informou, em 20 de março, que está estudando a venda de seu portfólio restante de produtos alimentícios, que incluem maionese Hellmann’s, sopas Knorr e Marmite, para a fabricante de especiarias McCormick. A companhia já havia desfeito-se de sua divisão de sorvetes no ano anterior, mantendo foco em higiene pessoal e limpeza doméstica.
O movimento ocorre em meio a um setor de alimentos embalados sob pressão. Empresas do S&P 500 do ramo perderam valor significativo desde o pico de 2023, ainda que o índice como um todo tenha subido. Analistas apontam que o setor elevou preços acima da inflação entre 2021 e 2024 para repassar custos.
Consumidores passaram a migrar para marcas próprias de varejistas de menor custo, como Costco e Aldi, além de novas companhias. Marques como Goodles ganharam espaço, ampliando a concorrência para grandes fabricantes, inclusive a Kraft Heinz, que passou por uma reestruturação sob nova gestão.
Contexto setorial
A inflação e as pressões com energia elevam a incerteza sobre a continuidade de altas de preços, incluindo custos de embalagens plásticas. Governos e reguladores também atuam para frear o consumo de ultraprocessados, impactando o desempenho de grandes marcas.
Desempenho e perspectivas
Dados de analistas apontam risco de margens pressionadas caso a inflação permaneça elevada. A adoção de produtos mais saudáveis é apontada como tendência determinante, com ganho de participação de players menores e novas linhas de produtos.
Movimentos estratégicos de empresas
Grandes grupos reforçam foco em saúde e bem-estar. Nestlé e Danone anunciaram mudanças significativas: venda de divisões e aquisições para ampliar catálogo de refeições saudáveis e substitutos de refeições.
Futuro para o setor
Especialistas veem maior competição de marca própria e de empresas emergentes. A indústria busca equilíbrio entre inovação, custo de insumos e regulação. O mercado aguarda desdobramentos da eventual venda da carteira alimentar da Unilever.
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