A empresa espanhola Aena Desarrollo Internacional venceu o leilão para administrar o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. O lance ficou em R$ 2,9 bilhões, com contrato que prevê gestão até 2039. O certame ocorreu na B3, em São Paulo, na presença de três grupos concorrentes, incluindo o atual controlador da concessionária.
O acordo determina a transferência total de administração do Galeão para a nova concessionária, com a saída da Infraero, titular de 49% das ações. A União ficará com 20% do faturamento bruto anual ao longo da concessão, conforme o contrato.
Condições do contrato, impactos operacionais e timeline foram anunciados durante o leilão. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, descreveu o desfecho como positivo para o mercado internacional e para a infraestrutura brasileira.
Desde 2014 sob gestão privada, o Galeão acumulou perdas de voos e passageiros, levando a alterações contratuais. Com a transferência de voos do Santos Dumont, o fluxo de passageiros saltou de 7,9 milhões em 2023 para 17,9 milhões no ano seguinte, segundo dados oficiais.
Economistas destacam que a operação aeroportuária de qualidade é crucial para atrair turismo e divisas. O movimento turístico gera impostos, movimenta o comércio local e beneficia atividades ligadas a entretenimento e pontos turísticos.
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