O governo pediu à Aneel para adiar reajustes das tarifas de energia das distribuidoras, enquanto busca alternativas para conter o avanço previsto para este ano. A medida visa ganhar tempo para análises sem impor ônus imediato aos consumidores.
As projeções apontam alta de dois dígitos na conta de luz. O Ministério de Minas e Energia informou à agência que postergar as decisões tarifárias pode favorecer uma solução mais equilibrada. A independência da Aneel, porém, é citada por especialistas como essencial para contratos de concessão.
O que está em jogo
Segundo especialistas, a discussão envolve possíveis empréstimos para cobrir custos das distribuidoras sem repassar imediatamente aos consumidores. Analistas destacam que empréstimos futuros costumam retornar como encargos ou tarifas.
Histórico de medidas
A ideia de segurar tarifas não é nova. Ao longo de 2012, houve tentativas de adiar renovações de concessões para reduzir tarifas. Entre 2014 e 2015, foram realizadas operações com bancos e o BNDES para aliviar custos, com impactos mistos nas tarifas.
Em 2024-2025 e o cenário atual
Em 2024, o BNDES financiou a RGE Sul para zerar reajuste após enchentes no Rio Grande do Sul. Este ano, a empresa TR Soluções estima média de aumento de 10% nas distribuidoras. Entre 17 e 18% de alta devem impactar parte das concessionárias, com alguns casos acima de 24%.
Fatores que elevam a conta
A principal razão é o maior custo de compra de energia, resultante de chuvas abaixo da média e do custo de subsídios como Luz para Todos e Luz do Povo. O orçamento de subsídios pode responder por quase 48 bilhões de reais, segundo a Aneel.
Entre na conversa da comunidade