O Tesouro Nacional confirmou que o governo central registrou déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro. O resultado ficou aquém do esperado pelo mercado, com queda real de 8,4% em relação ao mesmo mês de 2025.
As receitas líquidas somaram R$ 157,681 bilhões, alta real de 5,6% frente a fevereiro de 2025, quando houve forte impacto de itens administrados pela Receita Federal. As despesas totais chegaram a R$ 187,727 bilhões, aumento real de 3,1%.
Economistas consultados pela Reuters projetavam déficit de R$ 31,312 bilhões para o mês, o que indicou leitura menos negativa do que o esperado. A variação decorre de ajustes nas receitas administradas e de mudanças nas despesas discricionárias.
Entre as receitas, houve crescimento real de 4,1% nas receita s administradas pela Receita Federal, impulsionado por alta de 35,6% na arrecadação do IOF e de 8,1% na Cofins. A arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social subiu 5,6%.
Nas despesas, o impulso veio principalmente de gastos discricionários, aumento de 5,4 bilhões; crescimento de 2,2 bilhões em gastos com pessoal e encargos; e incremento de 1,7 bilhão em benefícios previdenciários. Essas linhas contribuíram para o déficit do mês.
No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o governo central registrou superávit primário de R$ 56,854 bilhões, estimulados pelo desempenho de janeiro. O saldo representa alta real de 1,4% frente ao mesmo período de 2025.
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