O governo federal deve anunciar nesta terça-feira (31) a decisão dos estados sobre a adesão a uma nova subvenção ao diesel. A proposta prevê que estados e União dividam a concessão de R$ 1,20 por litro, somando-se aos R$ 0,32 já anunciados há duas semanas. O objetivo é evitar o desabastecimento.
Caso os estados aceitem, o valor total da subvenção chegaria a R$ 1,52 por litro. Somando a redução de R$ 0,32 do PIS/Cofins, o governo chegaria a R$ 1,84 por litro para conter a alta do combustível e manter o abastecimento. A medida busca reduzir impactos da defasagem de preço.
A defasagem do diesel vendido pela Petrobras frente ao preço internacional é estimada em R$ 3,00, segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis. Com isso, o país estaria 84% abaixo da paridade global.
Contexto internacional
Diversos países adotam caminhos variados para conter os preços dos combustíveis. Polônia, Coreia do Sul, China, Croácia e Hungria venderam tetos de preço; França optou por subsídios. Reino Unido e Japão adotaram medidas de apoio distintos.
Custos e desafios
O pacote de subvenção tem validade até 31 de maio, com possibilidade de prorrogação de até mais dois meses. O custo pode chegar a cerca de R$ 6 bilhões se prorrogado, impactando os cofres públicos. Importadores enfrentam atrasos no reembolso e pagamentos iniciais elevados.
Diversos países enfrentam inflação de energia acima de US$ 100 por barril, o que dificulta o ajuste macroeconômico. No Brasil, o subsídio também impacta royalties, dividendos da Petrobras e o equilíbrio fiscal.
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