O mês de fevereiro encerrou com déficit primário no conjunto do setor público, segundo o Banco Central. O déficit do setor público consolidado ficou em R$ 16,4 bilhões, compensado parcialmente pelo superávit dos governos regionais. Em comparação com fevereiro de 2025, houve melhora, quando o déficit atingiu R$ 19 bilhões.
Entre os entes, o Governo Central registrou déficit de R$ 29,5 bilhões em fevereiro, diante de R$ 28,5 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Diferentemente do informado pelo Tesouro Nacional, a diferença decorre da metodologia do BC, que considera a variação da dívida pública.
Os governos regionais apresentaram superávit de R$ 13,7 bilhões, ante R$ 9,2 bilhões em fevereiro de 2025, ajudando a conter o déficit agregado. Já as estatais federais, estaduais e municipais, excluindo Petrobras e Eletrobras, contribuíram com déficit de R$ 568 milhões, contra superávit de R$ 299 milhões em fevereiro de 2025.
Dívida pública e custos
Os gastos com juros somaram R$ 84,2 bilhões no mês, impactando o resultado nominal, que ficou em déficit de R$ 100,6 bilhões em fevereiro, frente R$ 97,2 bilhões em fevereiro de 2025. Em 12 meses, o déficit primário acumulado foi de R$ 1,1 trilhão, equivalente a 8,48% do PIB.
A dívida líquida do setor público chegou a R$ 8,4 trilhões em fevereiro, 65,5% do PIB, com avanço de 0,5 ponto percentual do PIB no mês. O aumento reflete o déficit primário, juros nominais e a apreciação cambial de 1,5% em fevereiro. A dívida bruta do governo geral atingiu R$ 10,2 trilhões, 79,2% do PIB.
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