A inflação da zona do euro avançou acima da meta de 2% do BCE em março, atingindo 2,5% ante 1,9% em fevereiro. O choque veio principalmente de custos de energia, com o petróleo impulsionado pela guerra no Irã. Mesmo assim, o avanço ficou abaixo das expectativas, e o núcleo da inflação recuou.
Cabo de costa da variação, os preços de energia subiram 4,9% no mês, alimentando a pressão sobre bens e serviços. Economistas destacaram que o recuo do núcleo ajuda a mitigar a percepção de que a inflação se tornará mais persistente.
De acordo com Eurostat, a inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, caiu de 2,4% para 2,3%. Analistas apontam que esse movimento não significa, por si só, que a inflação geral aumentará menos no futuro.
Inflação subjacente e leitura dos mercados
O aumento mensal recente é o maior desde o fim de 2022, mas não fornece clareza sobre o quanto a inflação pode subir ou se transmitirá para serviços. A decisão do BCE sobre juros continua sob avaliação.
Perspectivas e políticas
Especialistas ressaltam que choques de energia podem se propagar se empresas repassarem custos aos preços de venda ou se salários reagirem à perda de renda. O BCE monitora sinais de segunda rodada.
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