A inflação na zona do euro avançou para 2,5% em março, acima da meta de 2% do BCE, puxada pelo aumento nos preços de petróleo e gás. O movimento ocorreu apesar de o salto ter ficado aquém do esperado devido à queda do núcleo da inflação.
O núcleo, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, recuou de 2,4% para 2,3%. Economistas avaliam que esse recuo complica a leitura sobre o rumo da política monetária, já que o choque de energia pode se refletir nos preços de venda e salários.
A guerra envolvendo o Irã elevou os preços do petróleo, influenciando o cenário macroeconômico. O BCE passa a avaliar se será necessário elevar as taxas de juros para evitar que o aumento de energia se propague para outros preços.
Dados-chave
A inflação geral nos 21 países da moeda única subiu de 1,9% em fevereiro para 2,5% em março, segundo Eurostat, ficando abaixo da projeção de 2,6% feita por economistas consultados pela Reuters. A energia subiu 4,9%.
Analistas afirmam que, apesar do maior aumento mensal, não é possível prever com precisão até onde a inflação geral sobe ou o quanto ela será transmitida à inflação subjacente e aos serviços. A decisão do BCE dependerá de novos dados e de custos de energia futuros.
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