O déficit nominal do setor público consolidado soma 1,089 trilhão de reais nos 12 meses encerrados em fevereiro. O resultado reflete receitas frente a despesas, já incluindo o gasto com juros da dívida. O próprio BC aponta que o rombo representa 8,48% do PIB.
No mês de fevereiro, o setor público ficou no vermelho em 100,6 bilhões. O déficit de 12 meses sobe para o maior patamar desde novembro de 2024, quando atingiu 1,111 trilhão. Os números integram o relatório Estatísticas Fiscais divulgado pelo Banco Central.
Juros da dívida
O gasto com juros bateu recorde histórico na série, iniciada em 2002, atingindo 1,037 trilhão de reais, equivalente a 8,07% do PIB. Em janeiro, os juros ficaram em 1,031 trilhão (8,05% do PIB), frente a 924,0 bilhões (7,74% do PIB) em fevereiro de 2025.
Apesar do recorde, o ritmo da despesa com juros já foi menor em agosto de 2023, quando atingiu 9,47% do PIB. O aumento dos juros contribui para o crescimento do déficit nominal. O gasto com juros faz parte do saldo negativo observado no período.
Resultado primário
O resultado primário, que exclui a despesa com juros, registrou deficit de 52,8 bilhões de reais nos 12 meses até fevereiro. Em janeiro o déficit primário foi de 55,4 bilhões, e em fevereiro de 2025 ficou em 15,9 bilhões.
O saldo primário negativo, ao lado do gasto com juros, explica parte da elevação do déficit nominal. As contas públicas continuam apresentando resultados deficitários, impactando o panorama fiscal atual.
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