O reajuste do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras provocará impactos significativos no setor. A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) afirmou, em nota, que as novas valorizações trarão consequências severas para a operação das companhias aéreas.
A Petrobras informou que o preço médio de venda do QAV às distribuidoras subiu cerca de 55% em abril. O repasse eleva o combustível a 45% dos custos operacionais das aéreas, após o aumento de 9,4% registrado em março.
Segundo a Abear, mesmo com mais de 80% do QAV consumido no Brasil sendo produzido localmente, a precificação acompanha a paridade internacional. Assim, oscilações no preço do petróleo repercutem diretamente no custo doméstico do setor.
A entidade aponta a necessidade de mecanismos para reduzir os impactos do aumento do QAV, visando manter o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações.
A medida acompanha tensões geopolíticas no Oriente Médio. Desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, a Guarda Revolucionária Iraniana vem restringindo o tráfego no Estreito de Ormuz, via-chave por onde passa parte do petróleo global.
Para mitigar os efeitos, a Petrobras anunciou um mecanismo de redução temporária. A diferença poderá ser parcelada em até seis vezes, com pagamentos a partir de julho, visando atenuar o impacto imediato sobre as companhias.
A estatal afirma que a iniciativa busca preservar a demanda por voos. Com o novo esquema, as distribuidoras que atendem a aviação comercial terão um reajuste efetivo de 18% no preço do QAV em abril.
Entre na conversa da comunidade