A Controladoria-Geral da União concluiu, em 2026, uma auditoria que aponta deficiências na avaliação de riscos da retomada da usina Angra 3. O projeto, em construção há 45 anos, fica em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A análise destaca falhas no planejamento e na gestão financeira da obra.
A CGU identificou que a Eletronuclear não tem um plano de contingência estruturado caso a retomada seja interrompida. O relatório também ressalta falta de clareza sobre riscos financeiros e impactos fiscais do empreendimento.
A auditoria aponta ainda risco elevado de atraso na execução, devido a fornecedores e à capacidade de entrega de equipamentos. Há sinalização de potenciais impactos graves para o financiamento do projeto, mesmo com renegociações em curso.
Deficiências apontadas
A obra de Angra 3 teve início em 1981, com histórico de incertezas que afetaram operações da estatal responsável. Angra 1 e 2, situadas no mesmo espaço, seguem operando normalmente.
O governo federal, via Ministério de Minas e Energia, decide sobre a continuidade do projeto, enquanto CGU e TCU atuam como órgãos fiscalizadores. A Eletronuclear afirmou não comentar relatórios da CGU, citando natureza externa do órgão.
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