Petrobras anunciou que elevará em cerca de 55% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras, a partir de 1º de abril. A medida acompanha a valorização recente do petróleo Brent, impulsionada pelo aumento de conflitos no Oriente Médio. Os reajustes ocorrem mensalmente, conforme contratos, e consideram indicadores de preço do petróleo e a cotação do dólar.
A alta de preços soma-se a um reajuste anterior de 9,4% em vigor desde 1º de março, elevando o peso do QAV nos custos operacionais das companhias aéreas para 45%, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Entidades do setor destacam que o efeito sobre tarifas, conectividade e expansão de rotas pode ser significativo, especialmente para empresas que atuam com margens mais apertadas.
Para o setor, a precificação do QAV, em grande parte produzida no Brasil, segue a paridade com o mercado internacional, o que amplia o repasse de oscilações externas aos custos domésticos. O Brent subiu de cerca de US$ 70 por barril no fim de fevereiro para aproximadamente US$ 118 por barril, com o agravamento do conflito na região após ataques recentes.
Medidas para mitigar impactos
Em nota enviada à Reuters, o Ministério dos Portos e Aeroportos informou ter encaminhado uma proposta a diversos ministérios e à Petrobras com ações para mitigar o impacto do aumento do petróleo no setor aéreo. Entre as sugestões estão a redução da alíquota do PIS/Cofins sobre o QAV, a redução do IOF para empresas aéreas e a diminuição do Imposto de Renda incidentes sobre leasing de aeronaves, além de outras medidas em estudo.
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