O protocolo Drift, que opera sobre a blockchain Solana, sofreu um ataque nesta quarta-feira (1º). A invasão resultou em perdas que já passam de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), segundo o portal The Block. Analistas estimam que o prejuízo final pode chegar a US$ 270 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão).
A equipe do Drift informou as redes sociais que foi alvo de hackers e orientou usuários a não interagirem com o protocolo até novas informações. O projeto ainda não confirmou valores nem detalhou as brechas de segurança exploradas, afirmando apenas que há atividade incomum sendo investigada.
Situação atual
Caso os números se comprovem, o ataque seria o segundo maior já registrado no ecossistema Solana, atrás de uma invasão de US$ 320 milhões ocorrida em 2022 no protocolo Wormhole. Em termos globais, o episódio colocaria o Drift entre os maiores roubos de criptomoedas, conforme ranking de incidentes do site Rekt.
Desdobramentos operacionais
O Drift funciona como uma plataforma de trading descentralizada de código aberto sobre a Solana e é considerado relevante no mercado de contratos perpétuos, com mais de US$ 550 milhões em valor total bloqueado, de acordo com dados de agregadores DeFi.
Indícios de movimentação de ativos
Relatórios de monitoramento indicam que o ataque atingiu diferentes cofres do Drift, incluindo JLP Delta Neutral, SOL Super Staking e BTC Super Staking. Uma transferência única de 41,7 milhões de tokens JLP teria movimentado cerca de US$ 155 milhões. Além disso, ativos como SOL, USDC, cbBTC e wBTC teriam sido desviados.
Indícios indicam que o invasor converteu parte dos ativos para USDC via o Jupiter, um agregador de DEX na Solana, e enviou as stablecoins para Ethereum com o objetivo de comprar ETH. Até o meio da tarde, eram contabilizados aproximadamente 19.913 ETH em posse do atacante, equivalente a cerca de US$ 42 milhões.
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