O leilão de 1º de abril na casa Saffronart, em Mumbai, viu Raja Ravi Varma ganhar o maior preço já pago por uma pintura indiana em venda pública. Yashoda and Krishna (1890s) foi arrematada por 15 milhões de dólares, equivalentes a 17,9 milhões de dólares com taxas. O valor supera a estimativa de 8,6 milhões a 12,9 milhões de dólares.
O comprador foi Cyrus Poonawalla, bilionário da indústria farmacêutica indiana e fundador do Serum Institute of India. Ele declarou que a obra, considerada um patrimônio nacional, deve ficar acessível ao público periodicamente, com esforços para facilitar futuras exibições.
A venda consolidou um recorde para a arte sul-asiática, ao superar a marca anterior de MF Husain, vendida por 13,7 milhões de dólares com taxas. O recorde histórico para a região permanece em 24,6 milhões de dólares, título de uma escultura medieval de bodhisattva vendida pela Christie’s em 2017.
Contexto do mercado
Ravi Varma, chamado por muitos de pai da arte indian moderna, combinou realismo ocidental com temas mitológicos indianos. A obra integrou o conjunto de uma coleção privada que saiu de Delhi, com restrição de saída devido ao estatuto de “tesouro nacional” de 1972.
Especialistas dizem que o preço recorde sinaliza amadurecimento do colecionismo doméstico na Índia, com compradores globais competindo por obras históricas. A venda também indica maior circulação de patrimônio cultural dentro do país, segundo a galeria DAG.
Panorama recente de leilões
A temporada de arte sul-asiática teve desempenho robusto, com a Sotheby’s em Nova York registrando 22,1 milhões de dólares em 24 de março, e Christie’s, no dia seguinte, somando 27 milhões. Destaques incluíram obras de Husain, Tyeb Mehta e Ganesh Pyne, este último atingindo novo recorde. A Christie’s anunciou uma primeira venda ao vivo em Londres para a categoria.
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