A Petrobras anunciou nesta quarta-feira aumento médio de 55% no preço do querosene de aviação. A elevação, definida pela estatal mensalmente, impacta o custo do combustível utilizado pelas companhias aéreas. Em março, a alta havia ficado em 9%.
Como o querosene representa cerca de um terço dos gastos das empresas do setor, o reajuste tende a ser repassado ao preço das passagens. A informação foi divulgada após a estatal confirmar o reajuste e a leitura de mercado indicar pressão para reajustes adicionais.
Segundo o economista Ian Lopes, a relação entre preço internacional do petróleo, câmbio e a paridade com o dólar influencia diretamente o valor do combustível. Para Lopes, o repasse aos consumidores é natural, pois o aumento no insumo eleva o custo operacional das companhias.
Lopes afirmou ainda que a Petrobras não pode acelerar a oferta para evitar impactos na cadeia de produção, o que poderia afastar investidores. Ele enfatizou que o repasse aos passageiros é inevitável enquanto o cenário de custos permanecer elevado.
O especialista aponta que as companhias aéreas devem buscar cortes de custos para evitar que o aumento do querosene afete o resultado financeiro. Em um momento de maior dificuldades para o setor, reduções de voos, demissões ou programas de demissão voluntária podem ocorrer, conforme a gestão de cada empresa.
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