A Braskem viu as ações subir cerca de 15% neste ano, impulsionadas pela expectativa de nova gestão e por um cenário de preços mais firmes na petroquímica, enquanto enfrenta pagamentos de juros da dívida que vencem em breve.
A empresa informou ao mercado que, em setembro de 2025, contratou assessores financeiro e jurídico para diagnosticar alternativas econômico-financeiras que otimizem sua estrutura de capital. O processo segue em curso e avalia medidas de proteção contra credores.
Analistas do Citibank elevaram o preço-alvo da Braskem de 8 para 10 reais por ação, citando spreads petroquímicos mais amplos por interrupções de fornecimento decorrentes do conflito no Oriente Médio.
A Braskem tem cerca de US$ 100 milhões em juros de títulos internacionais de dívida que vencem no meio deste ano, além de enfrentar pressões de dívida na joint venture mexicana Braskem Idesa, segundo fontes.
Até o fim de 2025, o setor petroquímico ainda opera com spreads abaixo das médias históricas, o que impacta a liquidez da Braskem, hoje avaliada em cerca de US$ 9,4 bilhões de dívida e US$ 2,1 bilhões em caixa.
Sobre a gestão, a Novonor planeja vender o controle acionário da Braskem para a IG4 Capital, com participação da Petrobras como segunda maior acionista. A transferência, prevista para início de 2026, foi adiada para maio, deixando negociações de dívida em aberto.
A IG4 não comentou a respeito. A mudança de governance, conforme o mercado, deve influenciar a percepção de risco e o ritmo de ajustes no balanço da empresa.
Analistas do Citi afirmam que a melhora nas perspectivas operacionais pode reduzir a urgência de ajustes imediatos na estrutura de capital, incluindo possíveis injeções de capital ou renegociações com credores.
Enquanto isso, a Braskem segue sob pressão para manter a liquidez e cumprir vence de dívida de curto prazo, em meio a um ambiente de custos de captação elevados e volatilidade do setor.
Entre na conversa da comunidade