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Dependência do Bolsa Família na economia deixa de cair

Dependência do Bolsa Família fica estável em fevereiro de 2026: 38,6 beneficiários por 100 trabalhadores formais, patamar mantido desde agosto de 2025

Queda na proporção de benefício por carteira assinada foi constante até 2025, mas agora se estabilizou
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A dependência do Bolsa Família na economia brasileira permanece em nível elevado, apesar de ter recuado em 2025. Em fevereiro de 2026, o país registrou 38,6 beneficiários do programa para cada 100 pessoas com carteira assinada, patamar estável desde agosto do ano passado.

O recorde ocorreu em janeiro de 2023, quando havia 49,6 cadastros por 100 vagas formais. Aquele mês marcou também o início da atual gestão federal. Em 2025, o recuo foi puxado por duas frentes distintas que, juntas, reduziram a relação emprego-benefício.

O primeiro impulsionador foi a alta do emprego formal, com a economia aquecida gerando mais vagas com carteira assinada. O segundo foi o pente-fino promovido pelo governo, que revisou cadastros e cortou benefícios, resultando na retirada de cerca de 2,1 milhões de famílias do Bolsa Família em 2025.

Em 2026, a estabilização decorre de uma desaceleração econômica que freou a criação de novas vagas formais, aliada à manutenção de um contingente expressivo de famílias atendidas pelo programa, ainda acima dos níveis de 2019, antes da pandemia.

Brasil tem hoje 48,8 milhões de pessoas com emprego formal e 18,8 milhões de famílias no Bolsa Família, segundo dados oficiais. Especialistas apontam a Regra de Proteção, criada em 2023, como apontado principal motor de melhoria nos índices do programa.

Regra de Proteção: como funciona

A Regra de Proteção permite que beneficiários em transição para renda maior recebam metade do benefício por até 1 ano, caso alcancem renda de até meio salário mínimo por pessoa. Em março, o programa já incluía 2,4 milhões de famílias nessa condição.

Distribuição regional da dependência

Entre fevereiro de 2026, Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá são os Estados com mais famílias no Bolsa Família do que empregos formais. Em 2023 e 2024, esse cenário ocorria em 13 Estados; em 2025, caiu para 12.

Apesar de nove Estados ainda apresentarem maior número de famílias atendidas pelo Bolsa do que vagas formais, a progressão de carteira assinada avançou em todas as unidades da Federação no último ano, segundo levantamentos oficiais.

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