O governo federal prepara um novo programa de renegociação de dívidas, mais simples que o Desenrola Brasil, com possibilidade de descontos de até 80%. A expectativa é anunciar a medida em até dez dias, segundo o Ministério da Fazenda.
Segundo o Banco Central, cerca de 30% da renda das famílias está comprometida com débitos. Em análise para a Record News, o economista avalia que a proposta pode aliviar o curto prazo, mas não resolve o desequilíbrio estrutural.
Para o setor financeiro, o desconto elevado pode favorecer a recuperação de parte do crédito, mesmo em meio a perdas potenciais. O pesquisador aponta que o histórico de renegociações eleva o custo do crédito no longo prazo.
O especialista afirma que é necessário reduzir juros altos, ampliar o poder de compra e melhorar a educação financeira. O novo Desenrola, segundo ele, atua no sintoma do endividamento, sem atacar as causas estruturais.
A avaliação é de que reformas estruturais são essenciais para reduzir o endividamento no longo prazo. Sem medidas adicionais, o crédito pode continuar caro e sujeito a novas renegociações.
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