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Nove estados têm mais beneficiários do Bolsa Família que CLTs

Maranhão lidera com 460.043 beneficiários a mais que empregos formais; nove estados do Norte e Nordeste mostram maior dependência do Bolsa Família

Nove estados brasileiro têm mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. (Foto: Roberta Aline/MDS)
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Nove estados do Norte e do Nordeste registraram, em fevereiro de 2026, mais famílias recebendo o Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. O levantamento, feito pelo Poder360, cruza dados do Ministério do Desenvolvimento Social e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O objetivo é mostrar a relação entre beneficiários e empregos formais no país.

O estudo aponta que, em fevereiro de 2023 e 2024, 13 estados tinham mais Bolsa Família do que CLTs. Em fevereiro de 2025, esse total caiu para 12, e, neste ano, são nove estados nessa condição. Maranhão lidera o índice com o maior excedente de beneficiários.

Destaques regionais

  • Maranhão (MA): 460.043 beneficiários a mais
  • Pará (PA): 232.117
  • Piauí (PI): 163.337
  • Bahia (BA): 85.914
  • Paraíba (PB): 76.449
  • Amazonas (AM): 21.554
  • Alagoas (AL): 20.789
  • Acre (AC): 8.798
  • Amapá (AP): 8.773

Ponto de contraponto

São Paulo tem o maior superávit de empregos formais, com 12,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada a mais do que beneficiários do benefício. A dependência do Bolsa Família na economia do trabalho ficou em 38,6 beneficiários para cada 100 trabalhadores formais, em fevereiro de 2026. Esse patamar manteve-se estável desde agosto de 2025, após picos no início de 2023.

Contexto e desdobramentos

Segundo o levantamento, a redução da dependência no ano passado foi impulsionada pelo crescimento do emprego formal e pelo pente-fino do governo, que excluiu 2,1 milhões de famílias do programa. Em 2024, o país registrou 48,8 milhões de pessoas formais e 18,8 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família.

Perspectivas por município

A análise aponta ainda que, em nível municipal, a disputa persiste: 2.639 cidades ainda apresentam mais Beneficiários do que empregos formais. Dados reforçam a importância de políticas públicas direcionadas para estimular renda formal e reduzir dependência do enfrentamento à pobreza.

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